Edifício Sampaio Moreira

O Edifício Sampaio Moreira localiza-se na Rua Líbero Badaró, 340, na região central da cidade de São Paulo. Com doze andares e cinquenta metros de altura, teve como primeiro proprietário, José de Sampaio Moreira (1866-1943), um comerciante que foi convencido pelo arquiteto Christiano Stockler, no ano de 1920, a construir o edifício que finalizaria o monumento do Parque do Anhangabaú, o qual ficou pronto quatro anos depois.

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Edifício Sampaio Moreira – Fachada

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Projeto relacionado à arquitetura eclética paulista, o edifício é de autoria dos arquitetos Christiano Stockler e Samuel das Neves. Apresentando doze pavimentos e cinquenta metros de altura, o Sampaio Moreira figurou como mais alto edifício da cidade de São Paulo entre 1924, ano de sua inauguração, e 1929, quando foi superado pelo Edifício Martinelli. Erguido em uma época em que os edifícios da cidade possuíam no máximo quatro pavimentos, é considerado, desta forma, o primeiro edifício de múltiplos andares de grande porte na cidade de São Paulo.

Edifício Sampaio Moreira - Fachada - 4

Edifício Sampaio Moreira – Fachada

O Sampaio Moreira é tombado pelo CONPRESP (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico de São Paulo) devido a sua importância histórica e arquitetônica. Foi administrado pela família Sampaio Moreira, e utilizado como edifício comercial.

Nos anos de 1980, um trabalho de recuperação foi feito em sua fachada principal. Em 2010 o Sampaio Moreira foi desapropriado pela Prefeitura Municipal de São Paulo, e em 2012 foram iniciados trabalhos de recuperação e restauração do edifício.

Edifício Sampaio Moreira - Detalhe do Topo

Edifício Sampaio Moreira – Detalhe do Topo

Edifício Sampaio Moreira - Detalhes da Fachada

Edifício Sampaio Moreira – Detalhes da Fachada

Desde sua inauguração, o edifício abriga em seu pavimento térreo a Mercearia Godinho, tradicional estabelecimento comercial de São Paulo, fundado em 1890, então na Praça da Sé. Importante parte histórica do edifício, em Janeiro de 2013, a mercearia Casa Godinho foi o primeiro estabelecimento comercial a receber o título de patrimônio cultural imaterial da cidade de São Paulo pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo. Graças a ela, o Sampaio Moreira, que a abrigava, recebeu grandes nomes da história brasileira, como Assis Chateaubriand, Adhemar de Barros e Jânio Quadros.

Edifício Sampaio Moreira - Térreo

Edifício Sampaio Moreira – Térreo

O arranha-céu foi pensado em 1920 e concluído quatro anos depois. Inicialmente, seria um edifício residencial, depois residencial e comercial. Contudo, manteve apenas o uso comercial desde a sua inauguração até o seu fechamento. Durante o seu funcionamento, abrigou escritórios onde trabalharam ourives, advogados, engenheiros e arquitetos.

Edifício Sampaio Moreira - Em Obras

Edifício Sampaio Moreira – Em Obras

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No ano do fechamento do edifício, em 2010, alguns andares foram disponibilizados para que jovens artistas plásticos montassem ateliês e utilizassem o espaço para criação, proporcionando um novo uso para o local. As obras criadas nesse período chegaram a ser expostas na garagem do prédio.

Edifício Sampaio Moreira - Fachada - 1

Edifício Sampaio Moreira – Fachada

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De acordo com o atual cronograma, o edifício deve ser completamente restaurado e reaberto no final do ano de 2017. A Sampaio Moreira promete abrigar a Secretaria Municipal da Cultura e outras notáveis modificações em seus treze andares.

Características arquitetônicas

O Sampaio Moreira foi construído com concreto armado, estrutura que utiliza armações feitas com barras de aço. Possui 5.360 m² de área construída e um terreno de 596 m². Com estilo arquitetônico eclético, dispõe de uma decoração típica do estilo Luís XVI, que mescla o rococó com o neoclassicismo. Sua estrutura é rica em detalhes e a fachada vai se modificando nos diferentes andares. Passou por uma grande reforma estrutural em 1990, mas teve diversas características preservadas, como as escadarias de mármore Carrara e as esquadrias das janelas de pinho de riga, além do pergolado de colunas clássicas na cobertura.

Edifício Sampaio Moreira

Edifício Sampaio Moreira

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Edifício Sampaio Moreira - Escadaria

Edifício Sampaio Moreira – Escadaria

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Veja outras imagens do interior.

Edifício Sampaio Moreira - Porta

Edifício Sampaio Moreira – Porta

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Significado histórico e cultural

Na época de sua construção, o prédio chamou muita atenção por sua construção primorosa e detalhada. Representou uma grande revolução arquitetônica para a cidade de São Paulo por ter sido o primeiro edifício alto a ser construído com concreto armado, além de ter sido o pioneiro dos arranha-céus de São Paulo, marcando a paisagem da região central da cidade.

Edifício Sampaio Moreira - Em meio aos Palacetes de SP - 1928

Edifício Sampaio Moreira – Em meio aos Palacetes de SP – 1928

Tombamento

O edifício foi tombado em 1992, como consta na Resolução nº 37/92 do CONPRESP. No documento, foi decidido o tombamento de outros 292 edifícios localizados na área do Vale do Anhangabaú. O Sampaio Moreira ficou classificado no nível de proteção III, que corresponde aos bens de interesse histórico, arquitetônico e paisagístico e determina a preservação de suas características externas. O processo permite a restauração, revitalização e reforma do bem, de acordo com aprovação prévia do CONPRESP.

Edifício Sampaio Moreira - Década de 20

Edifício Sampaio Moreira – Década de 20

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Estado atual

O projeto de restauração do edifício é do escritório paulista Kruchin Arquitetura. Inicialmente, a reforma foi orçada em 14 milhões de reais e tinha o seu fim previsto para 2016. No entanto, atrasos foram recorrentes e o edifício deve ser reaberto apenas no fim de 2017, completamente restaurado, e as obras já somam 20 milhões. O Sampaio Moreira, em seus treze andares, irá se tornar a nova casa da Secretaria Municipal de Cultura, atualmente localizada na Av. São João, também no Centro.

Edifício Sampaio Moreira - Fachada - 2

Edifício Sampaio Moreira – Fachada

Além disso, também estão previstos para o projeto um auditório, uma praça aberta, um jardim interno e um restaurante na cobertura do edifício, que oferece uma vista avantajada para o Vale do Anhangabaú. Porém, segundo a Prefeitura, nem tudo será entregue na primeira etapa. A praça, por exemplo, que será feita em um terreno de 400 m² anexo ao prédio, deve ficar para a próxima etapa. Apenas o quinto andar, que abrigava o escritório de Christiano Stockler das Neves, será fiel ao antigo Sampaio Moreira. O pavimento se tornará um memorial, no qual até marcas na parede onde Neves dependurava quadros serão mantidas, preservando a história do local até os mínimos detalhes.

Fonte

Saiba mais

Sampaio Moreira, quem foi?

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