Arquitetura Orgânica

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A Arquitetura Orgânica, também conhecida como arquitetura organicista, organicismo ou ainda Arquitetura Naturalista, foi uma das muitas escolas da Arquitetura Moderna influenciada pelas ideias do arquiteto americano Frank Lloyd Wright.

Sua ideologia buscava promover a harmonia entre a habitação humana e a natureza. Apesar de ter surgido nos Estados Unidos, o ideal organicista se desenvolveu ao redor de todo o mundo, embora Arquitetura Orgânica tenha tido maior incidência no norte da Europa.

O conceito do organicismo foi desenvolvido através das pesquisas de Frank Lloyd Wright, que acreditava que uma casa deve nascer para atender às necessidades das pessoas e do caráter do país como um organismo vivo e, com isso, o design é pensado para se aproximar de uma construção integrada ao máximo com seu terreno e seu entorno.

Sua convicção, profundamente idealista, era de que os edifícios influenciam profundamente as pessoas que neles residem, trabalham ou rezam, e por esse motivo o arquiteto é um modelador de homens.

Fallingwater - Casa da Cascata - Wright

Fallingwater – Casa da Cascata – Wright

O termo “arquitetura orgânica” foi criado por Frank Lloyd Wright, arquiteto responsável pelos projetos da famosa casa Fallingwater (A casa da Cascata) e do Museu Solomon R. Guggenheim em Nova York.

Interior da Casa da Cascata - Fallingwater - Frank Lloyd Wright

Interior da Casa da Cascata – Fallingwater – Frank Lloyd Wright

De uma forma geral, a arquitetura orgânica é considerada como um contraponto, e em certo sentido, uma reação à arquitetura excessivamente racionalista estimulada pelo International Style.

Princípios da Arquitetura Orgânica

O arquiteto e planejador David Pearson propôs uma lista de regras para o design da arquitetura orgânica. Essas regras são conhecidas como a Carta Gaia para arquitetura e design orgânico, e diz:

“Deixe o design:

  • ser inspirado pela natureza e ser sustentável, saudável, conservador e diversificado.
  • desdobrar, como um organismo, a partir da semente interior.
  • existir no “presente contínuo” e “começar novamente e novamente”.
  • seguir os fluxos e ser flexível e adaptável.
  • satisfazer necessidades sociais, físicas e espirituais.
  • “crescer fora do espaço” e ser único.
  • celebrar o espírito da juventude, brincar e surpreender.
  • expressar o ritmo da música e o poder da dança.”

A ideia da arquitetura orgânica se refere não só à relação literal das construções e o entorno natural, mas também num tom transcendental em como o próprio design dessas construções é pensado e desenvolvido para ela funcionar como um organismo em sua totalidade.

Esse modo de pensar a arquitetura é amplo e busca alinhar a natureza com a filosofia humanista. E em termos arquitetônicos, tornam as formas mais adaptáveis e agradáveis para o humano, flexibilizando a rigidez formal do modernismo. A obra passa a ser considerada um organismo vivo, com elementos que respeitam a natureza e aprimoram características básicas, aproximando a arquitetura de atividades comuns e diárias.

Saiba Mais

Wikipedia (Inglês)

A polêmica casa sobre uma cascata considerada a ‘melhor obra de arquitetura dos EUA’

Outras influências da Natureza

Arquitetura Metafórica e Biomorfismo

Muito se confunde a Arquitetura Orgânica, que, como visto acima, pregava uma integração plena entre edifício e natureza, quando o termo sustentabilidade ainda nem existia, com as formas orgânicas que se vê em muitas obras modernas. Neste caso estamos nos referindo ao Biomorfismo e à Arquitetura Metafórica, a que inspira as formas de suas obras em outras formas pré-existentes, especialmente, na natureza.

Alguns consideram a Arquitetura Metafórica apenas um aspecto do pós-modernismo, enquanto outros o consideram uma escola por si só e um desenvolvimento posterior da arquitetura expressionista.

Já o termo biomorfismo foi cunhado pelo escritor britânico Geoffrey Grigson em 1935 e posteriormente usado por Alfred H. Barr no contexto de sua exposição de 1936 Cubism and Abstract Art. A arte biomorfista concentra-se no poder da vida natural e usa formas orgânicas, com sugestões disformes e vagamente esféricas das formas da biologia. O biomorfismo tem conexões com o Surrealismo e o Art Nouveau.

A igreja da Sagrada Família, de Antoni Gaudí, em Barcelona, contém muitas características inspiradas na natureza, como colunas ramificadas aludindo árvores.

Outros exemplos bem conhecidos de biomorfismo na arquitetura podem ser encontrados no Templo de Lotus, em Nova Délhi, por Fariborz Sahba, baseado em uma flor de lótus, e no edifício do TWA Flight Center em Nova York, por Eero Saarinen, inspirado no forma da asa de um pássaro.

Milwaukee Art Museum

Milwaukee Art Museum

Um dos principais arquitetos contemporâneos que utiliza o biomorfismo em seu trabalho é Basil Al Bayati, um dos principais defensores da escola de Arquitetura Metafórica cujos projetos foram inspirados em árvores e plantas, caracóis, baleias e insetos, como a Mesquita das Palmeiras no rei Saud Universidade de Riyadh, ou a Torre de Telecomunicações Al-Nakhlah Palm, que se baseia na forma de uma palmeira.

O brasileiro Oscar Niemeyer de certa forma também era um Arquiteto Metafórico uma vez que ele assumia publicamente que muitas das curvas de seus projetos se inspiravam nas curvas da natureza.

Saiba mais

Metaphoric ArchitectureBiomorphism – Biomimetic Architecture – Zoomorphic Architecture

 

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