“Decadência”

Publicidade
Com um mini-cadeião nas mãos

Com um mini-cadeião nas mãos

Em 1908, um estagiário de arquitetura de 21 anos trabalhava no escritório de Auguste Perret, arquiteto criador do teatro Champs-Élysiées.

Um dia Perret perguntou ao jovem Charles-Édouard: “Você já foi ver o palácio de Versalhes?”. O jovem respondeu: “Não, nunca irei!”. “E por que não?”, perguntou Perret. “Porque Versalhes e a época clássica não são senão decadência”, respondeu o estagiário.

Quem viria a ser esse estagiário arrogante e desdenhoso?

Le Corbusier, o homem que transformou a arquitetura na mais terrível massa de quadrados bizarros, doentes e inexpressivos. As cidades modernas com seus prédios sem vida nasceram dessa prepotência que recusa a beleza do passado; nasceram de uma alma que, decadente ela mesma, acusa de decadência o que a tradição lhe ofertou.

Fonte: A Sagração da Primavera, Modris Ekstein.

Via A Formação da Imaginação

Publicidade