Por que a arquitetura moderna é tão ruim… e feia?

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Nesta postagem uma pessoa comenta, sobre a foto deste belo prédio do Rio de Janeiro:

Centro Cultural da Justiça Eleitoral – Rua 1o de Março – Rio de Janeiro

Vendo prédios assim eu fico me perguntando com que “direito” os “arquitetos e arquitetas” passaram a emporcalhar a paisagem urbana com atrocidades teratológicas de péssimo gosto (entre elas o, para mim, nauseabundo metrô paulistano). A partir de quando a arquitetura teria deixado de pertencer à categoria de arte?

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Tentei responder da seguinte maneira, os parênteses adicionei aqui:

Segundo o que já observei, (o gosto questionável da estética d)a arquitetura contemporânea é fruto de vários fatores:

– Tendência artística surgida com o modernismo e seus geometrismos e tecnicismos, onde “menos é mais”, além da rejeição deste movimento a vários valores ocidentais, dentre eles a estética clássica.

– Também tem em conta o aumento drástico da população, fazendo com que a arquitetura pensasse mais em quantidade do que em qualidade, especialmente a qualidade estética.

– Tem também a questão dos custos de criação e posterior manutenção dos ornamentos deste tipo de construção (da imagem acima).

– Outro fator que acho até preponderante é a cultura, a qual se desdobra em vários aspectos menores:

1 – Nossa época é muito corrida e tecnológica, a grande massa do povo simplesmente não pára mais para observar a beleza (ou falta dela) nos ambientes urbanos e edifícios, fica o tempo todo olhando para telas: Da televisão, do computador, do celular.

2 – Nossa educação artística contemporânea é rasa e praticamente não ensina as crianças, com a devida ênfase, todos os traços estéticos (clássicos, barrocos, modernos etc) e suas origens.

3 – No Brasil, especialmente, as pessoas basicamente não têm dinheiro para investir na estética de suas habitações.

Enfim, seguimos um caminho esquisito, infelizmente(, cujo retorno a um estado semelhante ao do início do século XX seja improvável). Quero acreditar porém que daqui há algumas décadas o modernismo arquitetônico venha a ser visto somente como uma fase artística, a qual será devidamente substituída por outra corrente que valorize devidamente uma estética mais consistente e bela.

(Talvez um retorno da hiper-ornamentação seja improvável, mas um mínimo de cuidado e preocupação com a qualidade estética das obras, possa ser recuperado – coisa que deixou de existir na ampla maioria dos prédios contemporâneos e de fins do século XX.)

Entretanto, acho que nós devemos também de alguma forma atuar destacando e valorizando obras contemporâneas que estejam resgatando traços arquitetônicos clássicos.

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